16 de ago de 2008

Crianças índigo - Verdade, misticismo ou criação do mercado?
A evolução é azul Novas gerações de crianças surpreendem adultos pelo nível intelectual e seu comportamento ativo e questionador Certo dia, durante uma aula de evangelização infantil em um centro espírita de Rio Preto, a psicopedagoga Maria Aparecida dos Santos é surpreendida pela atitude de um de seus alunos. O pequeno de apenas 5 anos, que nem parecia acompanhar sua explanação, espontaneamente vai até a lousa e rabisca palavras sem sentido, misturando letras e formas na construção do que parecia ser uma frase. Diante da reprovação dos outros que já dominavam as letras, ela se dirige ao garoto para que explique o que escreveu no quadro negro. “Ele fez uma explanação surpreendente do que Deus pretendia com os homens na Terra. Era aquilo que havia escrito. Por mais incoerente que possa parecer, a reflexão dele sobre a aula foi de uma profundidade pouco comum para uma criança”, relembra. Muitos pais já se questionaram sobre algum tipo de mudança no comportamento de crianças das novas gerações. Mais ativos e questionadores, alguns pequenos exigem novas formas de relacionamento no ambiente familiar e na escola, colocando em cheque muitos padrões tradicionais da sociedade contemporânea. Essa mudança realmente existe e há mais de três décadas é objeto de estudo de psicólogos, pedagogos, médicos e metafísicos, que buscam as razões para a contínua e crescente geração de crianças índigo. A mudança intelectual e comportamental começou a ser percebida na década de 1970, mas foi nos anos de 1980 que se tornou evidente. Estudiosos estimam que cerca de 90% dos nascidos atualmente são índigo. Com uma estrutura cerebral diferente no que se refere ao uso de potencialidades dos hemisférios esquerdo (menos) e direito (mais), essas crianças vão além do plano intelectual, sendo que o foco do seu brilho está no comportamental. Exigem do ambiente a sua volta certas características que não são comuns ou autênticas nas sociedades atuais. ParadigmasPara os pesquisadores norte-americanos Jan Tober e Lee Carroll, autores do livro “The Children Indigo”, sem tradução no Brasil, essa nova geração vem ao mundo para romper com dois paradigmas importantes. O primeiro é a diminuição do distanciamento entre o pensar e o agir. Por mais que todos saibam o que é certo e errado, freqüentemente a maioria age de forma diferente. Acredita-se que essas crianças vão induzir a diminuir este distanciamento, gerando uma sociedade mais autêntica, transparente, verdadeira e confiante. O segundo paradigma é a mudança do foco do “eu” para o “próximo”, diminuindo ou eliminando males como egoísmo, inveja, exclusão e opressão. A transformação desses padrões dá-se por meio do questionamento de entidades rígidas. Na família, que hoje está baseada na imposição de regras e na falta de tempo para o diálogo, os índigos vão forçar a aproximação, a troca sincera e a comunhão. Segundo a psicopedagoga rio-pretense, crianças índigo têm uma intuição muito apurada e conseguem perceber quando os pais estão mentindo. “Elas não aceitam justificativas vazias e esperam respostas coerentes e verdadeiras para seus questionamentos. Outro aspecto é a falta de medo nestas crianças. Não adianta fazer algum tipo de ameaça para que ela tenha um comportamento diferente”, comenta Maria Aparecida. Outra entidade vulnerável aos índigos é a escola e seu modelo de ensino sem interação e participação dos estudantes. Como possuem uma estrutura mental diferente, resolvem problemas conhecidos de uma maneira diferente, além de encontrar formas diferentes de raciocínio que abalam o modelo atual de ensino. Relembrando o caso de seu aluno de evangelização, Maria Aparecida disse acreditar que se a situação tivesse ocorrido em um ambiente escolar a criança poderia ser recriminada pelo próprio educador, que afirmaria estar errada a sua construção na lousa. “No entanto, é preciso observar que a criança apresenta um raciocínio muito apurado e é preciso aproveitar das suas deixas para auxilia-la no seu crescimento intelectual. Esse modelo “carteira e lousa” precisa ser repensado”, destaca. MissãoCom um comportamento mais ativo, crianças índigo podem ser encaradas pelos pais ou educadores como portadoras de algum tipo de distúrbio intelectual, como déficit de atenção ou hiperatividade. Segundo Maria Aparecida, um diagnóstico errado pode prejudicar todo o desenvolvimento dessa criança, que na verdade não apresenta nenhum tipo de distúrbio. “O seu comportamento funciona como um sinalizador para os pais. No entanto, muitos ainda insistem em encará-lo como algo fora dos padrões familiares tradicionais e tentam muda-lo a todo custo.” Por outro lado, a psicopedagoga defende que a interação entre pais e filhos independente dessa particularidade evolutiva. “Os adultos tendem a encarar o comportamento mais ativo como problema, esquecendo-se que aquela criança que fica caladinha, sozinha e tímida também pode estar sinalizando algo. A atenção dos pais é fundamental na educação da criança. A escola instrui para o conhecimento, mas quem prepara para a vida é a família”, diz. EspiritualidadeAs reflexões sobre as crianças índigo ultrapassam a esfera científica e chegam ao plano metafísico. O termo surgiu justamente da pesquisa feita pela metafísica Nancy Ann Tape, amiga dos autores de “The Children Indigo”. Por meio de uma câmera Kirlian, ela acompanhou os pesquisadores pelo mundo e fotografou a aura das crianças tidas como índigo. Foi quando constatou que a cor azul era comum em seus registros. Espírita kardecista, a psicopedagoga rio-pretense também acredita que essas crianças não estão vindo à Terra por acaso. “Depois de tanta exploração da natureza, tanta guerra, tanta violência, tanta desigualdade, essas crianças sinalizam um mundo melhor no futuro.” Características das crianças índigo- Tem alta sensibilidade- Tem excessivo montante de energia- Distrai-se facilmente ou tem baixo poder de concentração- Requer emocionalmente estabilidade e segurança de adultos em volta dela- Resiste à autoridade se não for democraticamente orientada- Possui maneiras preferenciais no aprendizado, particularmente na leitura e matemática- Podem se tornar frustrados facilmente porque têm grandes idéias, mas uma falta de recursos ou pessoas para assistirem pode comprometer o objetivo final- Aprendem através do nível de explicação, resistindo à memorização mecânica ou serem simplesmente ouvintes.- Não conseguem ficar quietas ou sentadas, a menos que estejam envolvidas em alguma coisa do seu interesse- São muito compassivas; têm muitos medos tais como a morte e a perda dos amados- Se elas experimentarem muito cedo decepção ou falha, podem desistir e desenvolver um bloqueio permanente. Os tipos de índigos *HumanistaO índigo humanista vai trabalhar com as massas. Serão os futuros doutores, advogados, professores, vendedores, executivos e políticos. Vão servir as massas e são hiperativos. São extremamente sociais. Conversam com todo mundo e fazem amizade facilmente. São desastrados do ponto de vista motor e hiperativo, e de vez em quando vão dar com a cara no muro, pois esquecem de pisar no freio. Eles não sabem brincar com apenas um brinquedo. Ao invés disso, trazem todos para fora e os espalham. São do tipo que têm que ser permanentemente lembrados pois freqüentemente se esquecem das ordens simples e se distraem. Por exemplo, você pede para eles arrumarem o quarto. Eles começam a arrumar e de repente encontram um livro e começam a ler porque são leitores ferozes. *ConceitualOs índigos conceituais estão mais para projetos do que para pessoas. Serão os futuros engenheiros, arquitetos, projetistas, astronautas, pilotos e oficiais militares. Eles não são desajeitados, ao contrário, são bem atléticos como crianças. Eles têm um ar de controle e a pessoa que eles tentam controlar na maioria das vezes é a mãe se são meninos. As meninas tentam controlar os pais. Se eles são impedidos de fazer isso, existe um grande problema. Este tipo de índigo tem tendência para outras inclinações, especialmente as drogas na puberdade. Os pais precisam observar bem o padrão de comportamento dessas crianças quando elas começarem a esconder ou a dizer coisas tais como “Não chegue perto do meu quarto”. É exatamente quando os pais precisam se aproximar mais. *ArtistaEste tipo de índigo é muito mais sensível e freqüentemente menor em tamanho, embora isso não seja uma regra geral. Eles são mais fortemente ligados às artes. São criativos e serão os futuros professores e artistas. Em qualquer campo que eles se dediquem será sempre pelo lado criativo. Se eles entrarem na medicina, eles se tornarão cirurgiões ou pesquisadores. Quando eles entrarem nas artes, serão o ator dos atores. Entre 4 a 10 anos podem pegar até 15 diferentes artes criativas – fazer uma por cinco minutos e encostar. Portanto, se diz às mães de artistas e músicos: “Não compre instrumentos, mas alugue”. O índigo artista pode trabalhar com até cinco instrumentos diferentes e, então, quando entrarem na puberdade, escolherão um campo e se empenharão para se tornarem artistas nessa especialização. *InterdimensionalO índigo interdimensional é muito maior do que os demais índigos do ponto de vista de estatura. Entre 1 e 2 anos de idade você não pode dizer nada para eles. Eles dizem: “Eu já sei. Eu posso fazer isso. Deixe-me sozinho”. Eles serão os que trarão novas filosofias e espiritualidade para o mundo. Podem ser mais valentões porque são muito maiores e também porque não se encaixam no padrão dos outros três tipos.
Fonte/”The Indigo Children”, de Lee Carroll e Jan Tober – Tradução de Dailton Menezes
Crianças Índigo Não Existem
Uma criação do mercado de auto-ajuda norte-americano confunde pais e professores misturando misticismo e educação Por Paulo Henrique de Figueiredo

De vez em quando surge um modismo. Um dos atuais são as crianças índigo. A idéia surgiu entre palestrantes de auto-ajuda norte-americanos. Criança índigo é uma hipótese criada por Lee Carroll e Jan Tober em suas palestras. Eles leram um livro sobre cores de “auras”, escrito pela espiritualista Nancy Tappe em 1982, no qual a escritora imaginou o surgimento de crianças superdotadas relacionando suas auras com a cor índigo, ou azul-escura.Carroll e Tober acreditam que esses seres finalmente chegaram. As crianças índigo seriam líderes de uma nova civilização. O mundo será transformado por elas e então surgirá uma nova era. Outro palestrante de auto-ajuda, Robert Gerard, opina: “Os índigos vieram para servir ao planeta, aos pais e aos amigos como emissários do céu e disseminadores da sabedoria. Para mim são emissários do criador”. A nova geraçãoMas o que interessa esse tema ao Espiritismo? Desde 1868, os Espíritos anunciaram no livro A Gênese a chegada da uma nova geração. Pode-se considerar a percepção dos norte-americanos quanto a essa mudança a constatação de um fato natural: “A Terra, no dizer dos Espíritos, não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas. A época atual é de transição, assistimos à partida de uma e à chegada da outra”.Até aqui, tudo bem, mas segundo os escritores que defendem as crianças índigo elas são identificadas como extremamente inteligentes, só que também agem com orgulho, agressividade e prepotência. Na descrição feita pela Doutrina Espírita, conforme descrito em A Gênese, a nova geração se destaca pelo “sentimento inato do bem e nas crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior”. A marca da nova geração é a fraternidade.A descrição das crianças índigo revela seres com um grande desenvolvimento intelectual, mas com imaturidade emocional ainda maior. Elas não têm paciência com os mais simples, preferem o isolamento, são dispersas, ficam traumatizadas quando erram e frustradas quando suas idéias não são aceitas. A mãe de uma delas descreve: “Desde a pré-escola tinha sido hiperativo, respondia mal aos professores, queria fazer tudo à sua maneira e era manipulador, percebendo a maneira de ser das pessoas e usando isso contra elas”, conta no livro Criança Índigo - de autoria de Lee Carroll e Jan Tober. “Se uma delas é trancada em um quarto, irá rabiscar as paredes e arrancar os tacos ou o carpete do chão. Tornam-se destrutivos”, afirma a espiritualista Nancy Tappe, na mesma obra. Com o rei na barrigaRyan Maluski é um jovem de 20 anos considerado índigo por Caroll e Tober. “Desde pequeno me senti muito diferente e só. Se quiser uma descrição ainda mais precisa, me sentia como um rei trabalhando como empregado e tratado como escravo”, relata. Quando tinha 2 anos, Ryan visitou o circo com os pais: “Veja os palhaços e os elefantes!”, disse sua mãe bastante animada. Inesperadamente seu filhou lhe virou um tapa no rosto, e continuou a assistir ao espetáculo. O mais incrível é um medico ter repreendido a mãe por ter estimulado a criança. “Da próxima vez, deveria deixá-lo mais à vontade para fazer as coisas ao seu modo”, afirmou (!). Liberdade e falta de educação são coisas diferentes. Educar significa saber quando dizer não e quando dizer sim. Limites são balizas da educação. Parece que a cultura norte-americana está perdendo completamente essa noção.Um comentário de Nancy Tappe é surpreendente: “Todas as crianças que mataram colegas de escola ou os próprios pais, com as quais pude ter contato, eram índigos. Trata-se de um novo conceito de sobrevivência. Todos nós possuíamos esse tipo de pensamento macabro quando crianças, mas tínhamos medo de colocá-lo em prática. Já os índigos não têm esse tipo de medo”, relata no livro Criança Índigo. Uma proposta perigosaCrianças índigo não existem! Em verdade, são espíritos com a missão de superar seu exaltado orgulho, aproveitando as últimas chances neste planeta para mudar de rumo. Os pais devem esclarecer a relativa importância do desenvolvimento intelectual quando a evolução moral é negligenciada. O educador desatento, entregue às falsas idéias sobre crianças índigo, poderá considerar o autoritarismo e malcriação como indício de superioridade. Terrível engano! Agem ainda pior os pais que, obedecendo ao modismo, exibem seus filhos com orgulho, declarando serem índigos. A criança pode até fingir não perceber quando é elogiada. Parece distraída enquanto os pais contam os feitos maravilhosos tomando café com as visitas. Contudo, está atenta, e a tudo observa. Ao perceber que seu comportamento contenta os pais, ela repete e os acentua, condicionando ainda mais seus hábitos presunçosos.Este é um dos maiores perigos da tese das crianças índigo: quando os pais se deixam manipular pelos filhos, seduzidos pelas habilidades intelectuais precoces, eles estão falhando em sua missão educativa.Modismos continuarão existindo. De olho nas vendas, autores norte-americanos já inventaram as crianças crystal. E a mais recente descoberta são as rainbow, ou “crianças arco-íris” como ficarão conhecidas em nossas terras se aqui aportarem.Se lidos esses livros, como todos, é necessário separar o joio do trigo. E sem bom senso para distinguir um de outro, corre-se o risco de ser arrebatado pelo canto da sereia do falso profetismo, como adverte o Evangelho: “Levantar-se-ão muitos falsos profetas que seduzirão a muitas pessoas e, porque abundará a iniqüidade, a caridade de muitos esfriará” (Mateus, 24:11). A missão dos paisA regeneração do planeta não se dará por uma simples substituição dos espíritos atrasados por superiores vindos do espaço. O mundo futuro “não se comporá exclusivamente de espíritos eminentemente superiores, mas dos que, já tendo progredido, se acham predispostos a assimilar todas as idéias progressistas e aptos a secundar o movimento de regeneração”, completam os Espíritos, também em A Gênese.Todo pai quer ver em seu filho uma criança especial ou justificar sua frustração diante de crianças difíceis. Isso explica o sucesso dessas idéias. Mas qual criança não é especial? Todas elas nos desafiam a perceber seus valores e distinguir seus defeitos no trabalho da educação. A vida no lar é a oportunidade para pais e filhos compreenderem suas almas. Mas ninguém vira santo do dia para a noite. O começo é uma mudança de propósitos: “A regeneração da humanidade não exige absolutamente a renovação integral dos Espíritos: basta uma modificação em suas disposições morais. Essa modificação se opera em todos quantos lhe estão predispostos, desde que sejam subtraídos à influência perniciosa do mundo. Assim, nem sempre os que voltam são outros espíritos; são com freqüência os mesmos, mas pensando e sentindo de outra maneira”, conclui Allan Kardec, num dos últimos parágrafos de A Gênese. E os incrédulos que acham tudo isso motivo de riso? Estes, diante da morte, “viverão, a despeito de si próprios e se verão, um dia, forçados a abrir os olhos”. E com essa frase Kardec encerra o livro. Ads by Google Terapia de Vidas PassadasSaiba Mais Sobre TVP e Hipnose no Seminário Internacional de TVP!www.regressioncongress.org Psicopatologia InfantilCurso com equipe multiprofissional Para terapeutas e alunos-graduaçãowww.comentada.com Livraria Espírita DeluzDescontos em todos os Livros Espíritas e Espiritualistas é aqui!www.livrariadeluz.com.br Distúrbio de AprendizagemAtendimento interdisciplinar

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