25 de nov de 2009

Não discuta com crianças. A vítima pode ser VOCÊ!!!








Havia na revista Pais e Filhos um espaço do famoso Pedro Bloch com coisas engraçadas que as crianças diziam. Veja alguns exemplos:



Uma menina estava conversando com a sua professora. A professora disse que era fisicamente impossível que uma baleia engula um ser humano porque, apesar de ser um mamífero muito grande, a sua garganta é muito pequena. A menina afirmou que Jonas foi engolido por uma baleia. Irritada, a professora repetiu que uma baleia não poderia engolir nenhum ser humano; era fisicamente impossível. A menina, então disse:

- Quando eu morrer e for ao céu, vou perguntar a Jonas.

A professora lhe perguntou:

- E o que vai acontecer se Jonas tiver ido ao inferno?

A menina respondeu:

- Então é a senhora que vai perguntar.







Uma professora de creche observava as crianças de sua turma desenhando. Ocasionalmente passeava pela sala para ver os trabalhos de cada criança. Quando chegou perto de uma menina que trabalhava intensamente, perguntou o que desenhava. A menina respondeu:

- Estou desenhando Deus.

A professora parou e disse:

- Mas ninguém sabe como é Deus.

Sem piscar e sem levantar os olhos de seu desenho, a menina respondeu:

- Saberão dentro de um minuto.







Uma honesta menina de sete anos admitiu calmamente a seus pais que Luís Miguel havia lhe dado um beijo depois da aula.

- E como aconteceu isso?, perguntou a mãe assustada.

- Não foi fácil, admitiu a pequena senhorita, mas três meninas me ajudaram a segurá-lo.







Um dia, uma menina estava sentada observando sua mãe lavar os pratos na cozinha. De repente, percebeu que sua mãe tinha vários cabelos brancos que sobressaíam entre a sua cabeleira escura. Olhou para sua mãe e lhe perguntou:

- Porque você tem tantos cabelos brancos, mamãe?

A mãe respondeu:

- Bom, cada vez que você faz algo de ruim e me faz chorar ou me faz triste, um de meus cabelos fica branco.

A menina digeriu esta revelação por alguns instantes e logo disse:

- Mãe, porque TODOS os cabelos de minha avó estão brancos?







Um menino de três anos foi com seu pai ver uma ninhada de gatinhos que haviam acabado de nascer. De volta a casa, contou com excitação para sua mãe que havia gatinhos e gatinhas.

- Como você soube disso?, perguntou a mãe.

- Papai os levantou e olhou por baixo, respondeu o menino. Acho que ali estava a etiqueta.







Todas as crianças haviam saído na fotografia e a professora estava tentando persuadi-los a comprar uma cópia da foto do grupo.

- Imaginem que bonito será quando vocês forem grandes e todos digam: "Ali está Catarina, é advogada", ou também "Este é o Miguel. Agora é médico".

Ouviu-se uma vozinha vinda do fundo da sala:

- E ali está a professora. Já morreu.




14 de nov de 2009




O que colocar na lancheira das crianças?

A lancheira pode ser uma alternativa para garantir a saúde da criançada. Mas o que colocar no lanche dos pequenos? É preciso levar em conta as necessidades nutricionais e a aceitação dos pequenos. O Idec dá algumas dicas para ajudar você a montar a lancheira ideal. É importante que as crianças levem para a escola um alimento de cada grupo alimentar: energéticos como os pães, construtores como leite e iogurte, e reguladores como as frutas. Procurem variar o cardápio a fim de que as crianças não enjoem do lanche. As guloseimas não devem ser retiradas por completo do cardápio das crianças. No entanto, os pais precisam dosar o consumo dos filhos. Alternar lanches salgados com doces é uma forma de atender ao paladar das crianças. Os pais precisam ficar atentos à quantidade de alimentos que colocam na lancheira. Ela deve ser suficiente para atender à fome na hora do recreio. Sempre é bom cuidar para que bebam água durante o horário de escola, independente do lanche oferecido. O excesso de peso é um problema maior que a desnutrição no País. Crianças e adolescentes não fogem à regra. São muitos os fatores que conspiram a favor da obesidade: hábitos alimentares da família, publicidade direcionada a este público e o ambiente escolar, entre outros.

Fonte: Bem Paraná

2 de nov de 2009

Didática






A Didática, como disciplina educacional, preocupa-se desde o seu surgimento, com o que fazer educativo, com a prática pedagógica, com o processo ensino-aprendizagem.



Aplicada à Evangelização Espírita Infanto-Juvenil pode ser conceituada como a disciplina que visa refletir sobre a prática de evangelizar, em seus fundamentos e procedimentos, buscando assim facilitar o processo de ensino da Doutrina Espírita.



1. OS ELEMENTOS DA DIDÁTICA APLICADA À EVANGELIZAÇÃO ESPÍRITA INFANTO-JUVENIL SÃO:



O Evangelizando  matéria-prima e causa eficiente principal do processo de evangelização.



O Evangelizador  estimulador do processo de evangelização e sua causa eficiente auxiliar.



Conteúdo  o teor da conversa, do diálogo na evangelização, a mensagem é sempre a Doutrina Espírita em seu tríplice aspecto: filosofia, ciência e religião.



Objetivo  o fim que se almeja alcançar, imediata ou mediatamente por meio da evangelização. O maior objetivo da evangelização espírita é a integração do indivíduo consigo mesmo, com o próximo e com Deus, mediante o conhecimento e a vivência da Lei Divina.



Técnicas de Ensino  o modo de evangelizar. Compreende o modo de agir que envolve Evangelizador e Evangelizandos, numa ação pedagógica, com vistas a atender os objetivos propostos. È a maneira de comunicar o conteúdo e envolver o grupo no processo ensino-aprendizagem, observando suas características e necessidades.



A Avaliação  maneira de se saber se o objetivo do trabalho foi realmente alcançado. É necessário averiguar, mediante certos instrumentos, se o que se pretendeu como objetivo foi realmente alcançado.



Currículo  é um plano geral de aprendizagem envolvendo, principalmente, as diretrizes norteadoras, os conteúdos e os tipos de experiências a serem vivenciadas por todos os envolvidos na evangelização. A Federação Espírita Brasileira publicou um Currículo para as EEEIJ, leia-o para melhor fundamentação.



Planos de Ensino  É a previsão detalhada da ação pedagógica que se desenvolverá dentro de certo período que pode ser de:

longa duração (Plano de Curso);

média duração (Plano de Unidade);

curta duração (Plano de Aula)



2. ELEMENTOS DIDÁTICOS EXAMINADOS ATRAVÉS DOS CONCEITOS ESPÍRITAS:



01. Educando:



O educando no processo de Evangelização Espírita, é o chamado de evangelizando e integra os diversos Ciclos da Evangelização Infanto-Juvenil.



Além da abordagem biológica, psicológica e social feitas pela pedagogia, o evangelizando é analisado como um ser reencarnado, com experiências adquiridas no seu longo passado.

É um Espírito imortal, com uma herança de erros e virtudes que se manifestam através de tendências inatas e do caráter.



O Evangelizador Espírita observa o evangelizando além do contexto físico e sócio-cultural e, reconhecendo suas características psico-espirituais, conduz o processo de evangelização com o objetivo de proporcionar-lhe equilíbrio e interiorização dos valores morais.



02. O Educador:



Em se tratando do ensino espírita aos jovens e às crianças, o educador é o chamado Evangelizador.



Considerando-se que o Evangelizador deva ser um adulto, consciente da necessidade de formar uma sociedade nova, evangelizada.



É indispensável, ter amor à causa da evangelização, além das seguintes condições: equilíbrio, senso do dever, entusiasmo e otimismo, adaptação, responsabilidade, preparo em conteúdo, preparo em pedagogia e preparo em didática a fim de adequar o ensino às condições do evangelizando e da sociedade.É um estimulador do processo ensino-aprendizagem.



O Evangelizador é também um Espírito imortal, carregando um passado de conquistas e fracassos espirituais, consciente da necessidade da auto-evangelização e comprometido com essa tarefa.



É um ser reencarnado, com responsabilidades espirituais junto ao grupo de evangelizandos com o qual trabalha.



03. O Conteúdo:



- Em Evangelização Espírita, o conteúdo é formado pela Doutrina Espírita, em seu tríplice aspecto (filosófico, científico e religioso) e pelo Evangelho.



Os Evangelizadores deverão dispor de um Currículo de Ensino, no qual, todos os princípio de seqüência, ordenação e integração dos assuntos foram obedecidos, tornando a Doutrina Espírita acessível às diversas faixas etárias dos evangelizandos.







04. Objetivos: Na Evangelização Espírita Infanto-Juvenil constituem objetivos os seguintes:



Objetivos Gerais: São os de longo alcance, longo prazo e se propõem a:

- Promover a integração do evangelizando: consigo mesmo; com o próximo e com Deus.

- Proporcionar ao evangelizando o conhecimento: da lei natural que rege o Universo; da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.



Objetivos Específicos: São de curto e médio prazos; constituem etapas do processo de renovação do Espírito e se expressam da seguinte maneira:



a) interesse contínuo pelo estudo e renovação, dentro das diretrizes evangélico-doutrinárias.

b) atitude cristã para com o próximo e em relação a vida.

c) interesse contínuo pela evolução espiritual.

d) participação efetiva nas atividades da Sociedade Espírita.

e) atuação construtiva no Movimento Espírita

f) interesse pela causa da Unificação do Movimento Espírita.

g) participação efetiva no cumprimento da Missão Espiritual do Brasil perante o Mundo.



Além desses, devem ser estabelecidos em cada aula, objetivos específicos que determinem um comportamento a ser atingido pelos evangelizandos.



VERBOS QUE AUXILIAM NA ELABORAÇÃO DOS OBJETIVOS FINAIS E NO TRABALHO COM CONTEÚDOS:





CONCEITUAIS

PROCEDIMENTAIS

ATITUDINAIS



Identificar, Reconhecer

Classificar, Exemplificar,

Relacionar, Situar (no espaço e no tempo), Lembrar, Analisar, Inferir, Generalizar, Comentar, Interpretar, Tirar Conclusões, Esboçar, Indicar, Enumerar, Assinalar, Resumir, Distinguir, Aplicar, Descrever, Comparar, Conhecer, etc...



Manejar, Confeccionar, Utilizar, Construir, Aplicar, Coletar, Representar, Observar, Experimentar, Testar, Elaborar, Simular, Demonstrar, Reconstruir, Planejar, Executar, Compor, etc...



Comportar-se (De Acordo com, Respeitar, Tolerar, Apreciar, Ponderar, Aceitar, Praticar, Ser Consciente de, Conformar-se com, Reagir à, Agir, Conhecer, Perceber, Estar sensibilizado, Sentir, Prestar Atenção à, Interessar-se Por, Obedecer, Permitir, Aceder à, Preocupar-se com, Deleitar-se com, Recrear-se, Preferir, Inclinar-se à, etc...)

OBS: Do Livro: “Psicologia e Currículo” – César Coll, 1996



05. Técnicas e Procedimentos de Ensino: As técnicas utilizadas na Evangelização Espírita devem seguir os critérios de escolha e adequação ao nível do evangelizando, observando-se o tempo disponível, os objetivos propostos, etc..., e ainda, levar em consideração os princípios morais que norteiam esse trabalho.



06. Avaliação: A avaliação deve ser feita de maneira contínua durante todo o processo da evangelização. A que se faz na Evangelização Espírita, tem as mesmas funções da avaliação durante qualquer processo pedagógico, quais sejam:

- Diagnóstica: para identificar as necessidades dos alunos;

- Controladora ou formativa: para verificar o alcance do processo ensino-aprendizagem;

- Classificatória ou somativa: para verificar os níveis de aproveitamento do evangelizando.



07. Currículo: Para a Evangelização Espírita Infanto Juvenil, é oferecido pela FEB ao Movimento Espírita, esse Currículo contém um plano geral de ensino da Doutrina Espírita, envolvendo as diretrizes norteadoras do trabalho da Evangelização, os conteúdos e os tipos de experiências de aprendizagem a serem vivenciadas pelos evangelizandos.



O Currículo da FEB tem uma característica mais abrangente que os currículos comuns, pois além das dimensões filosóficas, sociais e psicológicas do educando, aborda a dimensão espiritual da criança e do jovem, considerando suas experiências anteriores, adquiridas em vidas pregressas.







PLANEJAMENTO:



1. O QUE É?



A Didática, entendida hoje, como uma reflexão sistemática sobre os problemas da prática pedagógica e suas possíveis soluções, interessa-se pelo conjunto dos procedimentos usados pelo professor (evangelizador) que, fundamentado nas ciências da educação, visa ao êxito do processo ensino-aprendizagem.



Este processo de ensino-aprendizagem pode ser entendido como uma relação dinâmica e recíproca entre:

- O evangelizador - que procura transmitir, informar, despertar - (ensinar), através de modos ou maneiras de comunicar - (técnicas e recursos);

- E o evangelizando (a criança) - que através de sua própria atividade reelabora o conteúdo adquirindo um comportamento novo - (aprendizagem) e proporcionando uma resposta - (avaliação) ao trabalho proposto pelo evangelizador.



O evangelizador é, portanto, o condutor da prática pedagógica da evangelização, necessitando tomar ciência não só dos conteúdos doutrinários, como também de conteúdos mínimos de Didática e de outras disciplinas da área, para poder agir confiante e coerentemente na tarefa que desenvolve.



O desenvolvimento da tarefa faz-se mediante o Planejamento. Segundo os educadores conceituam, Planejamento é :



"O processo de tomada de decisões bem informadas que visam à racionalização das atividades do professor e do aluno, na situação ensino-aprendizagem, possibilitando melhores resultados e, em conseqüência, maior produtividade."



É, portanto, a ação de analisar uma dada realidade e tomar decisões com vistas a intervir nessa realidade.



Algumas são as questões a serem pensadas e refletidas no planejamento:

-O que pretendemos realizar?

-Por que queremos fazer?

-O que vamos fazer?

-Como vamos fazer?

-Quando vamos fazer?

-O que precisamos para fazer?



E ainda deve-se analisar:

- O que pretendíamos foi alcançado?



Para que a tarefa de ensinar se processe de uma maneira orientada e sem improvisações é necessário o Planejamento de todas as ações a serem desenvolvidas.



Assim como em todos os setores da vida humana há necessidade de Planejamento, também em educação não poderia ser diferente.





2. OBJETIVOS DO PLANEJAMENTO:



Deve-se Planejar as atividades a fim de:

-Mostrar, tanto de maneira global como de maneira detalhada, as atividades a serem realizadas em sala de aula;

-Tornar as atividades do evangelizador e do evangelizando mais racionais;

-Controlar o processo ensino-aprendizagem, tornando-o mais eficiente;

-Evitar improvisações

-Possibilitar a realização dos trabalhos dentro de uma seqüência lógica;

-Adequar o ensino às possibilidades dos alunos e ao tempo disponível, e

-Criar condições para que a prática pedagógica se realize de maneira diferente.



3. CARACTERÍSTICAS DE UM BOM PLANO



Um bom Planejamento deve:

-Possuir unidade, de modo que todas as atividades estejam voltadas para os objetivos propostos;

-Ser flexível, permitindo o replanejamento e os reajustes sem que se perca de vista a unidade de propósitos;

-Ter objetividade e estar dentro da realidade do educando (criança), observadas as condições sócio-econômicas e de desenvolvimento intelectual da criança.

-Expressar os enunciados com precisão e clareza, fornecendo indicações exatas a respeito do trabalho.



4.TIPOS DE PLANOS DE ENSINO



PLANO DE CURSO - É a previsão global das atividades a serem realizadas pelo evangelizador e o evangelizando, durante um período letivo. A característica do plano de curso é distribuir os assuntos ao longo do curso, prevendo a duração de cada tema, bem como os recursos e métodos a serem utilizados.



PLANO DE UNIDADE - É um detalhamento do Plano de Curso. Cada unidade é formada por vários assuntos que têm relação entre si. O plano de unidade vai organizar o assunto em subunidades, distribuindo-as dentro do tempo previsto no plano de curso.



PLANO DE AULA OU DE ATIVIDADES - É a previsão de todas as ações a serem desenvolvidas no dia-a-dia da evangelização. É o detalhamento das atarefas, envolvendo os passos a serem trabalhados.



5. ELEMENTOS DO PLANEJAMENTO



São elementos do planejamento:



 OBJETIVO - O fim que se almeja alcançar, imediata ou mediatamente, através da evangelização.



O maior objetivo da evangelização é o da integração do indivíduo consigo mesmo, com o próximo e com Deus, através do conhecimento e da vivência da lei Divina. Este objetivo envolve todo o processo de renovação do Espírito, através de suas peregrinações reencarnatórias.



 CONTEÚDO - O teor da conversa, do diálogo na evangelização.

Mensagem que se vai levar ao grupo de evangelizandos de formas as mais variadas (narrações, diálogos, exposições etc..), através de uma linguagem apropriada e com o grau de complexidade adequado ao evangelizando.



A mensagem é sempre a Doutrina Espírita em seu tríplice aspecto: filosófico, religioso e científico, ou temas atuais vistos sempre à luz dessa Doutrina.

 TÉCNICAS E RECURSOS DE ENSINO - É o modo de evangelizar. Compreendem o modo de agir, os meios que envolvem evangelizador e evangelizandos, numa ação pedagógica, com vistas a atender os objetivos propostos. É a maneira de comunicar o conteúdo e envolver o grupo no processo ensino-aprendizagem, observando suas características e necessidades (do grupo).



 AVALIAÇÃO - È a maneira de se aferir se o objetivo do trabalho foi realmente alcançado.



Se toda ação visa obter um resultado, na evangelização não poderia ser diferente. Por isso, é necessário averiguar, através de certos instrumentos , se o que se pretendeu alcançar foi realmente alcançado.



6. LINGUAGEM DIDÁTICA



A linguagem tem a função de permitir a comunicação e o objetivo máximo da comunicação é o entendimento entre as pessoas.



Em relação à prática pedagógica, a linguagem assume um papel importantíssimo, pois auxilia, juntamente com os métodos e técnicas de ensino, a transmissão de uma determinada informação.



Esse processo de comunicação entre o evangelizador e a criança (o evangelizando), utilizando-se de termos técnicos, com o objetivo de tornar eficiente a transmissão das mensagens, chama-se LINGUAGEM DIDÀTICA.



A linguagem didática se caracteriza:

- Por ser instrutiva e educativa;

- Por possuir um estilo correto e elegante, sem ser rebuscada e dramática, nem vulgar e apelativa;

- Pela objetividade, clareza e simplicidade, que evita o excesso de palavras



A linguagem didática é utilizada para sistematizar a expressão da mensagem, organizando o pensamento e evitando que as idéias se dispersem, assim como também para estimular o grupo.



Relacionamos abaixo alguns requisitos que a linguagem didática deve apresentar:

 Ser clara e acessível ao nível do grupo de educandos;

 Ser natural;

 Ser objetiva e incisiva, isto é, sem rodeios;

 Sem tom de oratória e sem utilização de gírias

Ser em tom agradável, audível e as palavras bem articuladas, sem engolir sílabas ou letras;

 Ser correta gramaticalmente e quanto à pronúncia e à acentuação gráfica;

 Ser apropriada e digna ( sem vulgaridades ), e

 Ser adequada à experiência do grupo, mas buscando ampliar convenientemente o vocabulário do grupo.



O evangelizador deve lembrar sempre que a linguagem deve ser usada de maneira simples, sem agressividade, utilizando-se dela para melhorar o relacionamento evangelizador e evangelizando.



Jesus nos trouxe ensinamentos sobre esse assunto que devem servir para a nossa análise e meditação:

" A boca fala do que está cheio o coração".

7. EQUÍVOCOS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DA EVANGELIZAÇÃO:



Jesus, o grande pedagogo, deixou-nos em seus ensinamentos diretrizes para todas as situações da vida."Ide e ensinai a todas as gentes", com essa mensagem Jesus exorta seus discípulos a pregar, difundir e ensinar a Boa Nova.



E quando disse: "Não se põe a candeia debaixo do alqueire", Jesus alerta a todos para a responsabilidade que nos cabe na difusão do saber.



Referimo-nos a esses ensinamentos a fim de solicitar aos evangelizadores a reflexão sobre a responsabilidade dos que se propõem a levar o Evangelho de Jesus aos corações das crianças e dos jovens.



Em evangelização Espírita, a prática do amor é a condição primordial para a execução da tarefa e a constante auto-avaliação evitará que o evangelizador cometa equívocos que prejudiquem o grande alcance desse trabalho.



É importante que nos vigiemos porque há alguns equívocos que se cometem na prática da Evangelização, por exemplo:

 Com o pretexto de atualizar-se, estudar obras variadas, deixando de lado o estudo da Doutrina Espírita;

 Analisar com seus evangelizandos temas de interesse dos jovens, explorando os aspectos psicológicos ou sociais, sem estudá-los à luz da Doutrina Espírita;

 Julgar que a criança socialmente carente não tem condições de aprender Espiritismo, privando-a das explicações lógicas que a Doutrina Espírita pode lhe oferecer;

 Acreditar que sempre a "ajuda" espiritual poderá suprir o planejamento das atividades e a preparação adequada do Evangelizador;

 Prender-se ao ensino puramente teórico da Doutrina, esquecendo-se do aspecto afetivo e moral que envolvem a Evangelização;

 Esquecer-se de relacionar o conteúdo Doutrinário com a experiência de vida de suas crianças e jovens;

 Ausentar-se dos grupos de estudo da Doutrina Espírita, acreditando já possuir conhecimentos suficientes.

 Desvalorizar experiências pedagógicas concretas, sem o devido exame, por preconceito de auto-suficiência, e

 Despreocupar-se da vivência evangélica dentro da própria sala com o grupo de evangelizandos.



O Evangelizador deve lembrar-se que do "nada", nada se tira. Tudo o que germina, germina de uma semente. Não podemos, portanto, esperar que aflorem na alma da criança e do jovem qualidades nobres e elevadas sem que, previamente, tenhamos feito ali a sua sementeira.



A sementeira do bem e da verdade, do amor e da justiça nunca se perde. Sua germinação pode ser imediata ou remota, porém jamais falhará. A obra da redenção humana é obra da educação.



8. MANEJO DE CLASSE



Após a conclusão do planejamento da atividade, a fase é a de aplicação do que foi planejado, dentro de uma determinada situação que é a sala da evangelização.



Ao vivenciar a prática pedagógica, a função do evangelizador será a de facilitar a aprendizagem dos evangelizadores, para isto, é necessário criar um clima harmônico e dinâmico para que haja condições de desenvolver o planejamento previsto.



Há elementos capazes de facilitar o manejo de classe considerado o aspecto pedagógico, tais como:

-Planejar corretamente a atividade e desenvolvê-la com segurança e alegria;

-Evitar sempre as preferências por determinados evangelizandos;

-Valorizar a participação de todas as crianças;

-Orientar os evangelizandos de maneira positiva, evitando situações ou palavras que os humilhem ou desrespeitem;

-Estabelecer uma rotina para os trabalhos do grupo;

-Apresentar de forma simples e definida as normas do trabalho na sala;

-Iniciar as atividades no horário preestabelecido, assumindo imediatamente o controle das atividades didáticas;

-Conhecer a psicologia infanto-juvenil e da aprendizagem para melhor compreender os evangelizandos, e

-Procurar criar vínculos afetivos com seus evangelizandos, através do diálogo grupal ou particular.





ALGUNS PRINCÍPIOS DE UMA EDUCAÇÃO LIBERTADORA



- A CRIANÇA PRECISA SE EXPRESSAR:

O Evangelizador deve priorizar a manifestação e expressão do evangelizando. A interpretação que se costuma fazer, a respeito do natural exercício da linguagem infantil, é que se trata de bagunça, de barulho, espelhando a “FALTA DE DOMÍNIO”



- UMA CRIANÇA PRECISA AGIR

Ao Evangelizador cabe observar e compreender a necessidade que uma criança tem de ação e, de movimento. Tendem a conter esta energia natural das crianças através de um sistema repressivo, conhecido por “NORMAS DISCIPLINARES”.”.



- UMA CRIANÇA PRECISA TOMAR CONSCIÊNCIA DE SUA AÇÃO E DO MUNDO QUE A CERCA

A experiência de ver, manipular, experimentar, verbalizar sobre as coisas do mundo em sua volta amplia a vivência da criança, sua linguagem e suas possibilidades mentais. Isso é possível através de dramatização, desenhos, jogos, conversas-escritas etc.



- PARA A CRIANÇA NÃO HÁ ERRO NO DESEMPENHO DE UMA TAREFA

A criança só realiza uma atividade para a qual tem competência. Quando ela erra uma tarefa proposta, apenas denúncia a ausência da estrutura mental para resolvê-la (quando, evidentemente, não for um problema de ordem afetivo). É necessário que se encare os resultados dos trabalhos realizados pelas crianças como índice de suas necessidades ao invés de vê-los como uma sentença.



- A CRIANÇA ESTÁ CONSTRUINDO UM NOVO MUNDO

A criança não vai viver no mundo em que nós vivemos e, portanto, tem o direito de construir o mundo em que vai viver. A velha frase de que a criança de hoje é o homem de amanhã não deveria ser esquecida.



- UMA CRIANÇA APRENDE MELHOR BRINCANDO

O lúdico (jogos e brincadeiras) é a característica fundamental do ser humano. Só fazemos o que não gostamos devido a uma imposição do meio. Nossa tendência é fazer tudo que nos dá prazer. A criança, diferentemente do adulto, só deve brincar. Seu desenvolvimento depende do lúdico, ela precisa brincar para crescer, precisa de jogo como forma de equilibrar-se em relação ao mundo. Sua maneira de assimilar (transformar o meio para que este se adapte às suas necessidades) e de acomodar (mudar a si mesma para adaptar-se ao meio em que ofereceu resistência), deverá ser sempre através de jogo.



- UMA CRIANÇA REPETE ESPONTANEAMENTE POR UMA NECESSIDADE PSICOLÓGICA

A repetição é imposta de certa forma, pelo adulto, se a criança tem estrutura mental para aprender o que se quer ensinar, ela o fará de forma natural, e, se não possuir a estrutura necessária, não vai entender, por mais que se repita



Através de uma repetição espontânea, a criança sai aplicando, indefinidamente, o esquema adquirido até obter sua consolidação (estrutura permanente).



- UMA CRIANÇA PRECISA SER LIVRE

As crianças não devem ser “violentadas”, no que diz respeito a sua liberdade de agir, de pensar e expressar-se. A solução, parece-nos, está em acompanhar o desenvolvimento da criança, seu nível de organização sucessivos, de maneira a criar as condições de, progressivamente, ampliar sua liberdade de ação. Estabeleceremos para tanto, regras que devem ser cumpridas pelas crianças e pelos adultos também!



Uma criança muito pequena, que sequer consegue compreender uma regra, deve ser “protegida e proibida” em ações que envolvem riscos. Quando for capaz de compreendê-la, embora ainda não possa abarcar a totalidade de sua própria ação (conseqüência), devemos estabelecer regras e exigir que elas se cumpram. Finalmente, entre seis e doze anos, a criança pode compreender muito bem as regras, suas razões e suas possíveis modificações (acordos).



- UMA CRIANÇA PROCURA DESCOBRIR ESPONTANEAMENTE (SITUAÇÃO PROBLEMA)

Se uma criança está passiva, pouco participante, sem curiosidade, algo de errado se passa com ela ou com o meio ambiente em que vive.



Curiosidade infantil: a criança busca incansavelmente descobrir o mundo através da observação e da experimentação. Quando fazemos uma experiência qualquer com a criança, quase sempre, quando já consideramos encerrada, podemos observar que a criança “inicia” então uma série de alternativas até explorar completamente os objetos e as situações envolvidas. A curiosidade infantil é salutar quando bem “direcionada e amparada” pelos pais ou responsáveis, sem que haja uma interferência do adulto.



- UMA CRIANÇA PRECISA DE AMBIENTE AFETIVO PARA DESENVOLVER-SE

A escola de um modo geral, inclusive a de evangelização, deve transformar-se numa alternativa de equilíbrio cognitivo e afetivo para as crianças que elas recebem, tendo em vista as diferentes providências que essas crianças requerem e seus diferentes problemas. Deveriam significar um lugar seguro onde a criança pudesse desenvolver-se naturalmente. Entretanto, é necessário desvencilhar-se de seus preconceitos, intolerância e preferências.



O mais comum em nossas escolas é a criança sentir-se assustada, como se estivesse num lugar estranho, que não lhe pertence, e, na realidade não estão erradas em se sentirem assim, pois a escola está longe de lhes pertencer.



Proporcione as crianças um ambiente alegre, seguro e extremamente criativo.











UNIÃO ESPÍRITA PARAENSE

COORDENADORIA DE INFÂNCIA- COINF

CURSO BÁSICO PARA FORMAÇÃO DE EVANGELIZADORES DA INFÂNCIA



PLANEJAMENTO

Roteiro de Atividades



EVANGELIZADORES:_______________________________________________



CICLO:___________________________________



UNIDADE: _______________________________________________________



SUBUNIDADE: _____________________________________________________



1.CONTEÚDO:_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________



2.OBJETIVOS:________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________



3.TÉCNICA/RECURSOS:_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

4.AVALIAÇÃO: _____________________________________________________

_________________________________________________________________________



DESENVOLVIMENTO DO PLANO:



1.

2.

3.

4.

5.

6.

7.







PASSOS DA ELABORAÇÃO DE SEU PLANEJAMENTO:



1ª Etapa: O Evangelizador estabelece o objetivo de sua aula. Esse objetivo deverá ser alcançado pelo evangelizando e demonstrado por um comportamento observável, quer no campo intelectual (conhecimento), quer no campo afetivo-moral (atitudes).



Medita: Vou trabalhar tal tema do Currículo e meu objetivo será (escrever no Plano)

Ex: Vou trabalhar “a existência de Deus’ e quero que o evangelizando possa “dizer por que acredita na existência de Deus”, esse então será meu objetivo.



2ª Etapa: Nessa fase o Evangelizador vai definir que conteúdo vai trabalhar, ou seja, o que vai levar sobre o conteúdo para alcançar o objetivo. É indispensável que o Evangelizador estude e pesquise sobre o tema, selecionando o que é mais adequado à compreensão do seu grupo; e estabeleça uma seqüência lógica para o assunto escolhido, relacionando-o com a vivência do evangelizando, procurando torná-lo aplicável ao seu cotidiano, vinculando assim a Doutrina Espírita às experiências concretas.



Medita: Sei que há muita coisa a dizer sobre Deus, mas, preciso delimitar o conteúdo de acordo com a capacidade de entendimento de minhas crianças escolhendo no Currículo.

Ex: Escolho o conteúdo: “Deus é a causa primária de todas as coisas, a origem de tudo o que existe, a base sobre a qual repousa o edifício da criação,”(...) e mais “A existência de Deus é pois, uma realidade comprovada não só pela revelação como pela evidência material dos fatos....” e “Lançando um olhar sobre as obras da Natureza, notando a providência, a sabedoria, a harmonia que presidem essas obras, reconhece o observador não haver nenhuma que não ultrapasse os limites da mais portentosa inteligência humana (...)”



3ª Etapa: Já tenho objetivo, já selecionei o conteúdo. Como vou desenvolver minha aula? Que artifícios utilizarei para torná-la interessante e dinâmica? Minha turma gosta de movimento? Ou é mais interessada por trabalhar com leituras de texto? Nesse momento o Evangelizador irá organizar as condições externas do processo ensino-aprendizagem, de modo a alcançar o objetivo proposto.



É importante escolher métodos e técnicas de ensino que atendam ao ritmo de cada evangelizando (técnicas individualizadas) e também às necessidades de cooperação e integração do grupo (Técnicas Socializadas). Adotará para esta seleção, critérios como: observar o nível da turma, os objetivos previstos, a adequação do conteúdo, o tempo disponível, o espaço físico, etc.



4ª Etapa: Até aqui já selecionei o objetivo o conteúdo e a técnica. Que mais está faltando para completar minha aulinha?



Essa etapa do planejamento se refere aos recursos didáticos que o Evangelizador utilizará para melhor concretizar as idéias que compõem o conteúdo selecionado. Identificados como meios auxiliares do processo ensino- aprendizagem os recursos didáticos incluem desde o quadro de giz até os textos , passando pelos cartazes, murais, cineminha, projeção de filmes em vídeos, gravuras, transparências, fantoches, etc...



Ao planejar o uso de recursos didáticos, o Evangelizador deve observar o nível da sua turma, o conteúdo da aulinha, os objetivos a serem alcançados, o local e o tempo de que dispõe para o desenvolvimento da aula.



5ª Etapa: Pronto! Já organizei minha aulinha com muito cuidado. Acho que tudo vai dar certo! Mas preciso ter certeza de que a aulinha atingiu os objetivos propostos. Tenho que saber se as técnicas, os recursos e os conteúdos escolhidos tiveram êxito, porque se não tiver bem sucedido terei que modificar meu planejamento.



Essa é a etapa final. Se no processo ensino-aprendizagem é essencial estabelecer objetivos, também a avaliação do alcance dos mesmos é de primordial importância.



Avaliar é, pois, comprovar se os objetivos traçados foram atingidos, detectar as dificuldades e sondar interesses fazendo assim a integração do processo educativo.



O Evangelizador poderá avaliar de diferentes maneiras:

- Observando a participação do grupo;

- Lançando questionamentos;

- Utilizando jogos para verificar a compreensão dos aspectos abordados;

- Utilizando vivências individuais ou em grupo (dramatização, trabalhos de desenho, recorte e colagem, etc..)



Importante: a avaliação deve ser contínua a fim de oferecer ao Evangelizador elementos para verificar o seu próprio desempenho e a adequação dos conteúdos, métodos e técnicas empregados.

União Espírita Paraense

Coordenadoria de Infância - COINF















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